Dra Letícia Becari

Sem sintomas claros, esse problema já atinge 30% da população brasileira. Descubra o que causa a gordura no fígado e como fazer o diagnóstico

O QUE É GORDURA NO FÍGADO?

A gordura no fígado, também conhecida como fígado gorduroso ou esteatose hepática, é uma condição comum que costuma estar associada a fatores como:

  • Sobrepeso ou obesidade
  • Diabetes tipo 2 ou pré-diabetes
  • Alimentação rica em gorduras e açúcares
  • Sedentarismo (falta de atividade física regular)

A esteatose pode se desenvolver mesmo em pessoas sem diabetes ou obesidade aparente, especialmente se houver maus hábitos alimentares ou predisposição genética.

gourdura no fígado

QUAL É O MÉDICO ESPECIALISTA EM GORDURA NO FÍGADO?

O médico especialista em gordura no fígado é o gastroenterologista/ hepatologista.

A Dra. Letícia Becari é especialista no manejo da gastrite. Formada pela renomada Santa Casa de São Paulo, atualmente atende presencialmente no Rio de Janeiro e realiza teleconsultas para todo o Brasil e exterior.

Possui também formação em Clínica Médica, o que complementa sua atuação com uma visão ampla e integrada da saúde. Seu atendimento é pautado na escuta atenta e na compreensão do paciente como um todo, sempre buscando uma abordagem cuidadosa, individualizada e assertiva.

A Dra. Letícia já auxiliou inúmeros pacientes no manejo da gordura no fígado/esteatose hepática, contribuindo para uma melhora significativa na qualidade de vida.

O QUE CAUSA GORDURA NO FÍGADO?

A principal causa da esteatose hepática (ou fígado gorduroso) é o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura e carboidratos, especialmente quando associado ao sedentarismo. Por isso, essa condição é mais comum em pessoas com sobrepeso ou obesidade.

Para se ter uma ideia, cerca de 60% dos pacientes com fígado gorduroso são obesos.

Como a gordura se acumula no fígado?

O fígado é responsável por metabolizar gorduras e outros nutrientes. Quando há um excesso de gordura na alimentação e o corpo não consegue processá-la adequadamente, o fígado começa a armazenar o excesso de gordura em suas células, o que leva ao desenvolvimento da esteatose hepática.

Outras causas frequentes incluem:

  • Diabetes tipo 2 ou resistência à insulina
  • Predisposição genética
  • Perda rápida de peso (comum em dietas extremas ou pós-cirurgia bariátrica)
  • Uso prolongado de certos medicamentos, como:
    • Aspirina
    • Esteroides
    • Tamoxifeno
    • Tetraciclina

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DE GORDURA NO FÍGADO?

O fígado gorduroso, na maioria dos casos, não apresenta sintomas evidentes. No entanto, em algumas situações, podem surgir sinais como olhos amarelados, cansaço, e queda de cabelo ou de pelos.

Esses sintomas costumam aparecer quando há complicações, como a inflamação do fígado. Nesses casos, é comum o surgimento de fadiga, desconforto abdominal e, eventualmente, um leve aumento do órgão, que pode ser percebido durante o exame físico ou identificado em exames de rotina.

Se você acredita que pode ter gordura no fígado, a avaliação por um profissional especialista no assunto é fundamental!

COMO SABER SE EU TENHO GORDURA NO FÍGADO?

Na maioria das vezes, a gordura no fígado não causa sintomas. Por isso, muitas pessoas só descobrem o problema ao fazer exames por outros motivos.

É comum o médico suspeitar de algo quando o ultrassom do abdome mostra alterações no fígado ou quando os exames de sangue apontam enzimas hepáticas elevadas.

Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da condição, alguns testes são indicados:

Exames de sangue que ajudam a avaliar gordura no fígado:

  • Hemograma completo
  • Enzimas do fígado (TGP/ TGO)
  • Testes de função hepática
  • Testes para hepatites virais (hepatite B, C e outras)
  • Glicemia em jejum
  • Hemoglobina glicada (avalia o controle do açúcar no sangue ao longo do tempo)
  • Perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos)
  • Testes que avaliam doença celíaca

Exames de imagem que podem ser usados no diagnóstico de gordura no fígado:

  • Ultrassonografia do abdome – geralmente é o primeiro exame solicitado quando se suspeita de alteração no fígado.
  • Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome – ajudam a visualizar melhor o fígado.
  • Elastografia transitória – um tipo avançado de ultrassom que mede a rigidez do fígado, o que pode indicar presença de fibrose (cicatrizes).
  • Ressonância magnética com elastografia – combina a imagem por ressonância com ondas sonoras para criar um mapa visual da rigidez do fígado, ajudando a identificar áreas com fibrose ou cicatrizes.

Um médico competente no assunto pode ajudá-lo a entender se você tem gordura no fígado e de quais exames necessita para melhor avaliação.

QUAL É O TRATAMENTO DE ESTEATOSE HEPÁTICA (GORDURA NO FÍGADO)?

Não existe um tratamento único e específico para a esteatose hepática. Ele deve ser individualizado, de acordo com o grau da doença, suas causas e o estado geral do paciente.

De forma geral, o tratamento se baseia em três pilares principais:

  • Estilo de vida saudável
  • Alimentação equilibrada e nutritiva
  • Prática regular de exercícios físicos

Na maioria dos casos, essas mudanças são suficientes para controlar e até reverter o quadro em alguns casos. O uso de medicamentos, quando indicado, deve sempre estar associado às mudanças no estilo de vida para que o tratamento seja eficaz e duradouro.

Medicamentos que podem ser utilizados para tratar gordura no fígado:

  • Vitamina E : indicada principalmente para pacientes com esteato-hepatite e sinais de fibrose confirmados por biópsia.
  • Medicamentos para diabetes, como metformina, pioglitazona e rosiglitazona: podem ser usados em casos com alterações no controle da glicose.
  • Os análogos do GLP-1, como liraglutida e semaglutida, assim como a tirzepatida — um medicamento mais recente que combina a ação do GLP-1 com o GIP —, podem ser considerados no tratamento de pacientes que apresentam comorbidades associadas, especialmente obesidade e diabetes tipo 2. Essas medicações têm mostrado bons resultados no controle glicêmico e na redução de peso, trazendo benefícios metabólicos importantes para esse perfil de pacientes.

Casos graves de gordura no fígado, que acabam cursando com cirrose hepática, podem necessitar até mesmo de transplante de fígado.

Um tratamento de sucesso para a gordura no fígado necessita de um seguimento lado a lado entre médico e paciente. A Dra Letícia Becari oferece planos individualizados para que você tenha sucesso eliminando a gordura no fígado

GORDURA NO FÍGADO PODE SER PERIGOSO?

A respostas é SIM!

Se não for devidamente tratada e acompanhada, a gordura no fígado pode cursar com fibrose e até mesmo cirrose do fígado, com perda de sua função e necessitando até mesmo de transplante hepático.

O risco de câncer no fígado para pacientes com cirrose também é aumentado.

POR QUE É TÃO IMPORTANTE ENTENDER MAIS SOBRE GORDURA NO FÍGADO?

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, deixou de ser uma condição considerada simples e hoje é vista como um problema de saúde pública mundial!

Com o aumento dos casos de obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, a esteatose hepática tornou-se uma das principais causas de doença crônica do fígado.

O que muitos não sabem é que, mesmo sem apresentar sintomas nas fases iniciais, a gordura no fígado pode evoluir silenciosamente para formas mais graves, como a esteato-hepatite, com inflamação e dano celular. Com o tempo, essa inflamação crônica pode levar à fibrose, cirrose hepática e, em casos mais avançados, ao câncer de fígado.

Nos Estados Unidos, essa progressão da doença já é tão significativa que a gordura no fígado se tornou uma das principais causas de transplante hepático, superando até doenças relacionadas ao consumo de álcool e hepatites virais. Esse dado reflete uma mudança preocupante no perfil das doenças hepáticas crônicas em nível global.

DICAS PARA PREVENIR GORDURA NO FÍGADO

  1. Mantenha um peso saudável: O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para a esteatose hepática. Manter um peso saudável, com uma dieta equilibrada e exercícios físicos regulares, pode ajudar a prevenira gordura no fígado.
  • Limite o consumo de açúcar e carboidratos: Consumir grandes quantidades de açúcar e carboidratos refinados pode aumentar a quantidade de gordura no fígado.
  • Adote uma dieta saudável para o fígado: Alimentos ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, como frutas, vegetais, nozes, sementes e peixes ricos em ômega-3, podem ajudar a manter o fígado saudável
  • Evite o consumo excessivo de álcool: Embora a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) não seja causada pelo consumo de álcool, o consumo excessivo pode piorar a condição. É importante limitar a quantidade de álcool consumida para manter o fígado saudável.
  • Pratique atividade física regularmente: A atividade física regular pode ajudar a reduzir o risco de esteatose hepática, bem como melhorar a saúde geral. Uma combinação de exercícios aeróbicos e de força pode ser benéfica.
gordura no fígado

Saiba mais:

https://www.gov.br/saude/acl_users/credentials_cookie_auth/require_login?came_from=https%3A//www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/esteatose-hepatica/sintomas

https://liverfoundation.org/pt/doen%C3%A7as-do-f%C3%ADgado/doen%C3%A7a-hep%C3%A1tica-gordurosa/doen%C3%A7a-hep%C3%A1tica-gordurosa-n%C3%A3o-alco%C3%B3lica-nafld

https://www.aasld.org/liver-fellow-network/core-series/why-series/why-are-glp-1-agonists-being-used-treat-patients

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *